Ratinho Junior: não posso deixar Celepar virar novos Correios

O governador Ratinho Junior defende a desestatização da Celepar, empresa de tecnologia do Paraná, afirmando que o processo evita que a estatal se torne um problema financeiro para os contribuintes. A medida segue a Lei 22.188/2024 e acompanha uma tendência global no setor de tecnologia.

Governador defende desestatização da Celepar

O governador do Paraná, Ratinho Junior, posicionou-se sobre o processo de desestatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). Em declarações recentes, ele afirmou que a medida busca evitar que a empresa estadual se torne um grande problema para o dinheiro que vem do bolso do contribuinte paranaense.

O governador usou como referência os desafios enfrentados pelos Correios, destacando a necessidade de prevenir situações semelhantes. Ratinho Junior salientou que é difícil para uma empresa estatal de tecnologia competir com empresas privadas.

Ele reforçou que o objetivo é ter empresas que possam prestar um bom serviço ao Estado, sendo pública ou privada. A declaração ocorre em meio ao avanço do processo de desestatização, que segue em conformidade com a legislação estadual.

Processo segue lei estadual

A desestatização da Celepar é guiada pela Lei 22.188/2024, aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná. O processo vem cumprindo todas as obrigações legais previstas, conforme estabelecido pela norma.

A legislação fornece o marco regulatório para a transição da empresa do setor público para o privado. A fonte não detalhou prazos específicos ou etapas adicionais do processo.

No entanto, a existência da lei assegura que a desestatização ocorra dentro de um framework legal definido. Isso garante transparência e segurança jurídica para todas as partes envolvidas.

Tendência global no setor de tecnologia

Mercado dominado por empresas privadas

A desestatização da Celepar acompanha uma tendência global observada no mercado de tecnologia. Empresas privadas hoje dominam o setor em escala mundial, impulsionando inovação e eficiência.

A maioria dos países conta com empresas privadas de tecnologia para desenvolver sistemas de Tecnologia da Informação para seus governos. O mercado de tecnologia exige cada vez mais velocidade e inovação, características que podem ser desafiantes para estruturas estatais.

Alinhamento com práticas internacionais

A adaptação a essa realidade global justifica, em parte, a decisão de desestatizar a Celepar. A medida alinha o Paraná com práticas internacionais consolidadas no setor de tecnologia governamental.

Novos horizontes para a Celepar

Liberdade de amarras burocráticas

Em sua nova gestão, a Celepar estará livre das amarras burocráticas que afetam sua competitividade e velocidade de resposta. A expectativa é que a empresa ganhe agilidade para atender às demandas do setor público com mais eficiência.

A mudança permitirá que o Estado contrate a solução que melhor atender aos interesses do cidadão, no menor prazo possível. A transição promete modernizar os serviços de tecnologia oferecidos ao governo paranaense.

Foco em inovação e qualidade

Com menos entraves administrativos, a Celepar poderá focar em inovação e qualidade. O resultado esperado é um benefício direto para a população, através de serviços públicos mais ágeis e eficientes.

Impacto nos contribuintes paranaenses

Ratinho Junior enfatizou que a desestatização evita que a Celepar se torne um ônus financeiro para os contribuintes paranaenses. A preocupação central é garantir que recursos públicos não sejam desperdiçados em uma estrutura ineficiente.

A medida visa proteger o erário estadual de possíveis prejuízos futuros. O governador argumenta que a manutenção de uma empresa estatal de tecnologia pode gerar custos elevados sem retorno proporcional em qualidade.

Ao transferir a Celepar para a iniciativa privada, o Estado busca otimizar o uso de seus recursos. A estratégia reflete uma visão de gestão focada em resultados e responsabilidade fiscal.

Futuro dos serviços públicos de tecnologia

Melhoria na qualidade e eficiência

A desestatização da Celepar não significa o fim da prestação de serviços de tecnologia ao Estado. Pelo contrário, a intenção é melhorar a qualidade e a eficiência desses serviços.

O Estado continuará demandando soluções de Tecnologia da Informação, agora com maior flexibilidade para escolher os melhores fornecedores. Ratinho Junior afirmou que precisamos ter empresas que possam prestar um bom serviço ao Estado, sendo pública ou privada.

Foco na qualidade do serviço

A declaração reforça que o foco está na qualidade do serviço, não necessariamente na natureza jurídica do prestador. A mudança pode abrir espaço para mais competição e inovação no setor.

O processo de desestatização da Celepar representa um capítulo importante na modernização da administração pública paranaense. Seguindo uma tendência global e amparado por lei estadual, o movimento busca equilibrar eficiência, inovação e responsabilidade fiscal.

Os próximos passos definirão como a transição impactará concretamente os serviços de tecnologia no Paraná.

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